Sandra Bullock está de volta em seu melhor estílo na comédia romântica “A Proposta”, filme que embora com a temática bem previsível como a maioria das obras do gênero, consegue arrancar boas gargalhadas e ainda surpreender a todos com sua simplicidade e eficiência.
Margaret Tate é uma chefe dominadora e bastante temida por todos. Ao receber o aviso que irá ser deportada para o seu país de origem, Canadá, ele decide propor um falso casamento ao seu fiel assistente Andrew Paxton. O problema é que embora ele saiba tudo sobre a sua chefe, a mesma não sabe quase nada dele, o que a motiva a passar um fim de semana com a família do rapaz na sua bela terra natal, Alaska. Assim, o filme promete um choque cultural entre a afetiva família do rapaz e a sua chefe durona, o que só poderia resultar numa boa comédia.
Aos 44 anos, Sandra Bullock volta ás comédias românticas em sua melhor forma. Apesar de ser considerada uma atriz mediana, é indiscutível que nesse gênero ela realmente é eficiente. É bastante interessante também a química que a atriz tem com seus pares. Aqui é Ryan Reynolds com quem a atriz tem perfeita química, mas é bom lembrar seus pares em outros filmes que também receberam elogios quanto a sua participação ao lado da atriz. São eles Hugh Grant (Amor à Segunda Vista), Keanu Reeves (A Casa do Lago), Benjamin Bratt (Miss Simpatia), e Ben Affleck (Forças do Destino). Assim, percebe-se que a atriz encaixa-se perfeitamente com qualquer par romântico e por isso é bastante requisitada para os filmes do gênero.
A direção de Anne Fletcher (Vestida para Casar) pode ser considerada boa. Com algumas experiências nas comédias românticas, a diretora consegue dar o tom certo ao filme principalmente nas cenas em que a comédia se mistura ao romance. Margaret é dominadora e fria por fora, mas por dentro ela tem sentimentos que quando são expostos, comovem Andrew e o público. E dessa vez, não há a mudança brusca de personalidade como há na maioria dos longas do tipo, mas sim uma situação mais próxima da realidade em que a pessoa é uma coisa por fora, mas que não anula o que ela é por dentro.
Se até agora tudo está agradando, a comédia no filme não foge a risca e apresenta-se da melhor forma possível. Seja pela atuação de Sandra e de Ryan, seja pela boa direção Anne Fletcher, o filme realmente é divertido e cativante, capaz de agradar não só aos fãs do gênero. Destaque para a cena em que Margaret encontra a avó de Andrew fazendo um ritual que mistura tradição e música. Esta convida a chefe de seu neto para participar, o que só poderia resultar numa das mais hilárias cenas do longa.
É interessante ver o rumo que as comédias estão tomando. Muitas delas estão abusando do recurso da metalinguagem que é o de fazer alusão a sua própria condição para conseguir o humor desejado. A maioria das comédias lançadas ultimamente contém cenas desse tipo, cenas que mais parecem sátiras a elas próprias. Na comédia da vez, a avó de Andrew arranca muitas gargalhadas com uma tradicional cena que acaba sendo, ao final, muito surpreendente.
Algo que não teve a mesma eficiência foi o desfecho do longa, que de tão inovador, dá a impressão de está faltando algo a ser mostrado, embora os créditos reparem um pouco essa falta. Esse é o problema de algumas obras desse gênero, já que muitas ousam tanto que podem fugir do formato e causar repulsão por parte do público que em sua maioria espera uma história inovadora que tenha o seu “final feliz’, o que é um pouco contraditório já que o famoso “happy end” é o recurso mais tradicional do cinema.
Além de tudo que já foi dito, merecem elogios também a trilha sonora e a fotografia. Enquanto a primeira mistura músicas clássicas com a batida moderna, a segunda abusa de belas imagens que de tão lindas parecem nem existirem. Destaque para as belíssimas imagens do Alaska que impressionam por tamanha beleza e naturalidade.
A Proposta de Sandra Bullock merece ser aceita não só por toda sua competência quanto ao gênero em que pertence, mas também por conseguir surpreender e fugir um pouco dos principais vícios que acabam sendo cometidos nesses filmes. Uma ótima comédia romântica como há muito tempo não se via.
NOTA: 9,0

Margaret Tate é uma chefe dominadora e bastante temida por todos. Ao receber o aviso que irá ser deportada para o seu país de origem, Canadá, ele decide propor um falso casamento ao seu fiel assistente Andrew Paxton. O problema é que embora ele saiba tudo sobre a sua chefe, a mesma não sabe quase nada dele, o que a motiva a passar um fim de semana com a família do rapaz na sua bela terra natal, Alaska. Assim, o filme promete um choque cultural entre a afetiva família do rapaz e a sua chefe durona, o que só poderia resultar numa boa comédia.
Aos 44 anos, Sandra Bullock volta ás comédias românticas em sua melhor forma. Apesar de ser considerada uma atriz mediana, é indiscutível que nesse gênero ela realmente é eficiente. É bastante interessante também a química que a atriz tem com seus pares. Aqui é Ryan Reynolds com quem a atriz tem perfeita química, mas é bom lembrar seus pares em outros filmes que também receberam elogios quanto a sua participação ao lado da atriz. São eles Hugh Grant (Amor à Segunda Vista), Keanu Reeves (A Casa do Lago), Benjamin Bratt (Miss Simpatia), e Ben Affleck (Forças do Destino). Assim, percebe-se que a atriz encaixa-se perfeitamente com qualquer par romântico e por isso é bastante requisitada para os filmes do gênero.
A direção de Anne Fletcher (Vestida para Casar) pode ser considerada boa. Com algumas experiências nas comédias românticas, a diretora consegue dar o tom certo ao filme principalmente nas cenas em que a comédia se mistura ao romance. Margaret é dominadora e fria por fora, mas por dentro ela tem sentimentos que quando são expostos, comovem Andrew e o público. E dessa vez, não há a mudança brusca de personalidade como há na maioria dos longas do tipo, mas sim uma situação mais próxima da realidade em que a pessoa é uma coisa por fora, mas que não anula o que ela é por dentro.
Se até agora tudo está agradando, a comédia no filme não foge a risca e apresenta-se da melhor forma possível. Seja pela atuação de Sandra e de Ryan, seja pela boa direção Anne Fletcher, o filme realmente é divertido e cativante, capaz de agradar não só aos fãs do gênero. Destaque para a cena em que Margaret encontra a avó de Andrew fazendo um ritual que mistura tradição e música. Esta convida a chefe de seu neto para participar, o que só poderia resultar numa das mais hilárias cenas do longa.
É interessante ver o rumo que as comédias estão tomando. Muitas delas estão abusando do recurso da metalinguagem que é o de fazer alusão a sua própria condição para conseguir o humor desejado. A maioria das comédias lançadas ultimamente contém cenas desse tipo, cenas que mais parecem sátiras a elas próprias. Na comédia da vez, a avó de Andrew arranca muitas gargalhadas com uma tradicional cena que acaba sendo, ao final, muito surpreendente.
Algo que não teve a mesma eficiência foi o desfecho do longa, que de tão inovador, dá a impressão de está faltando algo a ser mostrado, embora os créditos reparem um pouco essa falta. Esse é o problema de algumas obras desse gênero, já que muitas ousam tanto que podem fugir do formato e causar repulsão por parte do público que em sua maioria espera uma história inovadora que tenha o seu “final feliz’, o que é um pouco contraditório já que o famoso “happy end” é o recurso mais tradicional do cinema.
Além de tudo que já foi dito, merecem elogios também a trilha sonora e a fotografia. Enquanto a primeira mistura músicas clássicas com a batida moderna, a segunda abusa de belas imagens que de tão lindas parecem nem existirem. Destaque para as belíssimas imagens do Alaska que impressionam por tamanha beleza e naturalidade.
A Proposta de Sandra Bullock merece ser aceita não só por toda sua competência quanto ao gênero em que pertence, mas também por conseguir surpreender e fugir um pouco dos principais vícios que acabam sendo cometidos nesses filmes. Uma ótima comédia romântica como há muito tempo não se via.
NOTA: 9,0
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